Você já pensou em fazer uma tatuagem inspirada no seu anime favorito? Pois é, muitos de nós já sonhamos com uma homenagem permanente na pele. Mas e quando a moda passa e a realidade bate? O ex-atleta da seleção coreana de short track e atual apresentador Kwak Yoon Gy resolveu abrir o coração — e a pele — sobre o processo doloroso de remover as tatuagens que fez na juventude.
Três anos de agulhas e arrependimento
No dia 4, Kwak Yoon Gy publicou em suas redes sociais um desabafo sincero: “Quando eu era jovem, achava que tatuagens eram legais, mas agora estou há três anos removendo elas”. A declaração veio acompanhada de uma imagem que mostra o estado atual de seus braços, com marcas visíveis do tratamento a laser.
Para quem não sabe, a remoção de tatuagens não é um passeio no parque. Diferente do que muitos imaginam, o processo envolve sessões dolorosas, cicatrizes e um custo financeiro que pode assustar. Kwak Yoon Gy revelou que já passou por dezenas de sessões e ainda não viu o resultado final.
O preço da impulsividade
O atleta, que brilhou nos Jogos Olímpicos de Inverno, contou que fez as tatuagens sem pensar nas consequências a longo prazo. “Na época, parecia uma boa ideia. Hoje, olho para trás e vejo que foi uma decisão impulsiva”, disse ele em um tom de reflexão que muitos fãs podem se identificar.
O relato de Kwak Yoon Gy serve como um alerta para quem está pensando em fazer a primeira tatuagem. Afinal, o que é legal aos 20 pode se tornar um incômodo aos 30 — especialmente para quem vive sob os holofotes da mídia coreana, onde a pressão estética ainda é forte.
O que isso tem a ver com o universo otaku?
Se você é fã de animes como Naruto ou Attack on Titan, sabe que tatuagens temáticas são super comuns entre os otakus. Mas será que vale a pena eternizar na pele um símbolo de uma fase da vida? Kwak Yoon Gy não responde essa pergunta, mas sua experiência nos faz pensar: será que o Sasuke do braço vai continuar sendo legal daqui a 10 anos?
Enquanto isso, o ex-atleta segue firme nas sessões de laser, torcendo para que, em breve, sua pele volte a ser um “quadro em branco”. E você, já pensou em fazer uma tatuagem de anime? Ou prefere deixar a homenagem só no pôster do quarto mesmo?
O lado financeiro da remoção
Além da dor física, Kwak Yoon Gy também destacou o impacto no bolso. "Cada sessão custa caro, e você nunca sabe exatamente quantas vai precisar", explicou. No Brasil, uma sessão de remoção a laser pode variar de R$ 200 a R$ 800, dependendo do tamanho e das cores da tatuagem. Para quem tem várias, como o atleta, o valor total pode facilmente ultrapassar os R$ 10 mil. É um investimento que poucos consideram na hora de escolher o desenho.
O estigma social ainda existe
Outro ponto que Kwak Yoon Gy tocou foi o preconceito. "Na Coreia, ainda existe um estigma forte contra tatuagens, especialmente para figuras públicas", disse ele. Embora o país tenha flexibilizado as leis nos últimos anos, muitos programas de TV ainda exigem que tatuagens sejam cobertas com maquiagem ou roupas. Para quem trabalha na mídia, como é o caso dele agora, a pressão para ter uma aparência "limpa" é constante.
Isso me fez lembrar de como a cultura coreana trata o assunto de forma diferente do Japão, onde as tatuagens são associadas à yakuza e proibidas em muitos onsens (fontes termais). Já no ocidente, a tattoo é quase um ritual de passagem entre os otakus. Curioso, não?
Lições para quem ama animes e arte na pele
Se você está pensando em fazer uma tatuagem inspirada em One Piece ou Demon Slayer, talvez seja bom seguir algumas dicas práticas:
- Pense no longo prazo: O que você ama hoje pode não ser sua paixão daqui a 10 anos. Escolha algo que tenha significado duradouro.
- Pesquise o tatuador: Um bom profissional faz toda a diferença na qualidade e na facilidade de remoção futura.
- Considere o local: Áreas visíveis como braços e pescoço podem ser mais problemáticas em ambientes profissionais.
- Teste com henna ou adesivos: Antes de eternizar, experimente uma versão temporária para ver se você realmente curte o visual.
Kwak Yoon Gy não é o primeiro nem será o último a se arrepender de uma tatuagem. Mas sua honestidade ao compartilhar o processo — com fotos reais e sem filtros — é um lembrete valioso para todos nós, fãs de cultura pop asiática, que às vezes a empolgação pode falar mais alto que a razão.
Com informações do: Koreaboo





