Você já parou para pensar em como se mede o sucesso de um ídolo além das streams e dos prêmios? Enquanto o mundo acompanha cada comeback e turnê, um ranking na Coreia do Sul tenta capturar a força de uma marca artística através de números frios — e a disputa no topo está mais acirrada do que nunca.

BTS e BLACKPINK posando para fotos

O que é o Índice de Reputação de Marca?

Mais do que uma simples lista de popularidade, o índice analisa big data do comportamento dos consumidores. Ele é dividido em quatro pilares: valor de participação, comunicação, mídia e comunidade. A análise cruza tudo isso com algoritmos que avaliam a proporção de menções positivas e negativas. Em resumo, é uma tentativa de responder: quem fala sobre a marca, onde, como, quanto e por quê? Você pode ler mais sobre a metodologia no site da fonte original, o Single List.

A Batalha pelo Primeiro Lugar

Em janeiro, o BTS garantiu o primeiro lugar com um índice impressionante de 7.409.314. Os números mostram uma força absurda na comunidade e na comunicação, com um crescimento de 8,81% em relação ao mês anterior. Tudo isso no clima de expectativa para o tão aguardado comeback em grupo e a nova turnê mundial.

Mas quem chegou bem perto, respirando na nuca do BTS, foi o BLACKPINK. Em segundo lugar, o grupo registrou um índice de 6.213.487. O dado mais impressionante? Um salto de 76,65% na reputação da marca desde dezembro! O impacto visual e cultural da turnê "Born Pink", com toda sua estética marcante, parece ter ressoado fortemente com o público e a mídia.

O Resto do Pódio e a Análise dos Especialistas

Completando o top 3, Lim Young Woong ficou em terceiro, demonstrando o poder sólido e engajado de sua fandom, mesmo com uma pequena queda em relação ao mês anterior.

Gu Chang Hwan, diretor do Korea Corporate Reputation Research Institute, destacou os motivos por trás das posições: "A marca BTS, que anunciou um comeback em grupo com uma turnê mundial, ficou em primeiro lugar, e a marca BLACKPINK, que deixou uma forte impressão com sua turnê mundial de tema rosa, ficou em segundo". Ele também mencionou Hwasa em quarto, pelo domínio nas paradas musicais, e IVE em quinto, já colhendo os frutos da atenção para o comeback anunciado para fevereiro.

E aí, esses números refletem o que você sente como fã? Enquanto uns comemoram a consistência, outros vibram com o crescimento explosivo. No fim, seja pelo poder da ARMY, da BLINK ou de qualquer outra fandom, uma coisa é certa: a influência da música coreana continua a gerar dados, discussões e, claro, muita paixão.

O Que Esses Números Realmente Medem (E O Que Deixam de Fora)

Ficar só nos números do ranking é como assistir apenas o trailer de um anime — você perde a história completa. O índice de reputação é poderoso, mas ele tem seus "furos de roteiro". Por exemplo, ele mede muito bem a quantidadequalidade do engajamento? Uma fandom que organiza projetos de caridade massivos, como a ARMY faz frequentemente, gera o mesmo "valor de comunidade" que uma onda de comentários em um post viral? A metodologia tenta pesar isso, mas especialistas em marketing de fandom, como os citados em uma análise do Hankyung, frequentemente debatem essa nuance.

Outro ponto cego é o impacto cultural de longo prazo. O salto de 76% do BLACKPINK reflete claramente o hype da turnê "Born Pink", um evento global e visualmente deslumbrante. Mas e a influência silenciosa? A forma como o BTS, por anos, moldou discussões sobre saúde mental e autoaceptação entre jovens ao redor do mundo, ou como o solo de um membro como Agust D (SUGA) ressoa em um nível profundamente pessoal com os fãs. Essas marcas deixadas na psique coletiva são mais difíceis de quantificar em um gráfico mensal.

O Efeito Dominó nos Outros Rankings e na Indústria

A briga pelo topo neste índice específico não acontece no vácuo. Ela cria um efeito dominó perceptível em outras esferas. Quando um grupo aparece consistentemente no topo, como o BTS, ou tem um crescimento explosivo, como o BLACKPINK, isso sinaliza para o mercado. Marcas patrocinadoras ficam de olho, redes de TV podem priorizar notícias, e até outras empresas de pesquisa ajustam seus próprios modelos para tentar capturar a mesma tendência.

Olhando para o resto do top 10 do ranking — com nomes como Hwasa, IVE, Lee Chan-won e Jungkook —, vemos um mapa diverso do sucesso atual na Coreia. Há o poder das solistas carismáticas, o momentum dos grupos de 4ª geração prestes a lançar comeback, a força inabalável dos trot singers e o impacto contínuo dos membros do BTS em atividades solo. Cada posição conta uma história diferente de estratégia de carreira e conexão com o público. A presença de Jungkook, mesmo durante o período de serviço militar, é um testemunho do poder duradouro de sua marca individual, alimentada por hits globais como "Seven" e "3D".

E Agora, Como Fica o Próximo Capítulo?

Com o anúncio do comeback em grupo do BTS para 2025 e a turnê mundial no horizonte, é esperado que os números do grupo se mantenham em alta ou até cresçam. A pergunta que fica é: a ARMY conseguirá sustentar esse nível de engajamento de forma orgânica, ou veremos um pico seguido de uma estabilização? Por outro lado, o BLACKPINK, após a estrondosa turnê "Born Pink", entra em um período crucial. As renovações de contrato com a YG Entertainment, ainda que resolvidas para atividades em grupo, deixam um ar de interrogação sobre o ritmo de lançamentos futuros. O desafio será transformar o enorme capital de reputação construído em 2023/2024 em um momentum contínuo, especialmente com cada membra focando em projetos solo ambiciosos.

E não podemos esquecer os "subindo no ranking". Um grupo como IVE, já em 5º lugar e com comeback anunciado, tem tudo para dar um salto. A NewJeans, que dominou paradas e conversas no ano anterior, certamente é uma candidata a invadir o topo a qualquer momento. O cenário é dinâmico. Esses rankings mensais são como instantâneos de uma guerra cultural que é travada diariamente nas timelines do Twitter, nos vídeos do TikTok, nas compras de álbuns e nas streams nas plataformas. O que parece ser uma batalha entre dois titãs, BTS e BLACKPINK, é na verdade um ecossistema vibrante e competitivo, onde a reputação de hoje pode ser desafiada por um novo hit amanhã.

Para os fãs, acompanhar esses dados pode ser tanto motivo de orgulho quanto de frustração. Ver seu ídolo no topo valida a sensação de fazer parte de algo grande. Ver ele em uma posição mais baixa pode não refletir a paixão e dedicação da fandom. No final, talvez a lição seja não tomar esses índices como a verdade absoluta, mas como mais um dado interessante no complexo e apaixonante universo do entretenimento coreano. A verdadeira medida do sucesso, muitos diriam, ainda está nos corações dos fãs e no legado que a música deixa — coisas que, felizmente, nenhum algoritmo consegue reduzir a um número.

Com informações do: Koreaboo