Um vídeo recente no TikTok da compositora Bekuh Boom, que já trabalhou com o BLACKPINK, reacendeu uma polêmica antiga sobre supostos maus-tratos — mas, desta vez, os holofotes dos fãs se voltaram para um novo suspeito: a gigante HYBE.

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O que a compositora insinuou?

Bekuh Boom, conhecida por co-escrever hits do BLACKPINK, vem usando sua plataforma no TikTok para fazer acusações veladas contra sua antiga gravadora, amplamente entendida como a YG Entertainment. As postagens sugerem um ambiente de trabalho tóxico e falta de reconhecimento. A trama ganhou um novo capítulo quando ela pareceu responder a um comentário específico sobre as integrantes do grupo, levando parte do público a interpretar que ela estaria implicando as próprias artistas na situação.

Para entender o contexto completo, vale a pena ler a matéria anterior sobre as acusações da compositora e também a notícia sobre a suposta implicação das membros.

A conexão HYBE que está deixando os fãs furiosos

O que realmente explodiu a discussão nas redes foi a descoberta de que Bekuh Boom agora está na folha de pagamento da HYBE. Netizens foram rápidos em conectar os pontos: ela tem créditos em uma música recente do grupo ILLIT, da BELIFT LAB (subsidiária da HYBE). Muitos Blinks começaram a questionar se o timing e a intensidade dessas revelações públicas seriam coincidência, ou parte de uma estratégia maior.

Nas palavras de uma fã no X (antigo Twitter): "Bekuh Boom está sendo absurdamente barulhenta no TikTok arrastando as garotas em vez de processar a YG porque agora ela trabalha para aquela gravadora HYBE maliciosa."

Bekuh Boom is stupidly loud on TikTok dragging the pinks instead of filing a case to YG coz she's working under that vicious Hybe label now. They wanna paint the girls as bad people when she's the real problem from the beginning shaded the girls then unfollowing Jennie and Rosé.

— RED (@_bitchgtfo) March 19, 2026

Outros usuários lembram que, durante o lançamento de "Lalisa", a própria Bekuh criticou a YG pela falta de promoção. A mudança de postura agora, estando associada à HYBE, soa como hipocrisia para muitos.

Uma guerra de narrativas nos bastidores do K-Pop?

A teoria que ganha força entre os fãs é a de que isso seria mais um movimento na suposta rivalidade entre a HYBE e a YG (e, por extensão, o BLACKPINK). Alguns tweets apontam para o uso da Tag PR, uma empresa de relações públicas, sugerindo uma campanha orquestrada para manchar a imagem das integrantes.

Girl by …
This another one of the continuous involvement of Hybe
She works for them
Bekuh Boom is now a huge employee
Tag pr wrote the story to tell for sure

HYBe didn’t stop for a month now
Blackpink will still on top don’t worry https://t.co/yDN4dlXWz0 pic.twitter.com/ecpc332vb1

— Ninijennierubyjane (@Ninijennierubje) March 19, 2026

A discussão também levantou questões sobre tratamento desigual dentro do grupo, com uma fã destacando: "Em vez de culpar a YG ou pedir ajuda às 3 coreanas, ela propositalmente interage com um comentário que arrasta a Lisa. Lisa, uma mulher tailandesa que a YG pagou 6 vezes menos porque ela não tem sangue coreano."

O histórico de Bekuh Boom e as acusações anteriores

Para entender a desconfiança dos fãs, é preciso olhar para o histórico da compositora. Bekuh Boom não é uma novata em polêmicas públicas. Antes mesmo do TikTok, ela já havia expressado frustrações em plataformas como o X (antigo Twitter), especialmente durante o lançamento do single solo "Lalisa" de Lisa, em 2021. Na época, ela reclamou abertamente sobre a falta de promoção da YG Entertainment para a música que ela ajudou a criar. A mudança de tom agora, onde as críticas parecem se desviar da empresa para as artistas, é o que mais chama a atenção e alimenta a teoria de uma narrativa forjada.

Além disso, os Blinks mais atentos lembram de um incidente anterior onde Bekuh Boom "deixou de seguir" as contas de Jennie e Rosé no Instagram, um gesto muitas vezes interpretado no mundo das celebridades como um corte público. Essas ações passadas, vistas em conjunto com as atuais, pintam um quadro de uma relação complicada que vai além de uma simples insatisfação profissional com uma gravadora.

A reação das agências e o silêncio que fala volumes

Até o momento, nem a YG Entertainment, nem a HYBE, e muito menos as integrantes do BLACKPINK ou suas equipes de gerenciamento (como a The Black Label, de Teddy, ou as atividades individuais das artistas) se pronunciaram oficialmente sobre as alegações. Na indústria do K-Pop, o silêncio costuma ser uma estratégia calculada. No entanto, esse vácuo de informação oficial é preenchido freneticamente pelos fãs e por veículos de notícias especializadas, permitindo que teorias e narrativas alternativas ganhem força descontroladamente.

Especialistas em comunicação de entretenimento, como citado em análises da Koreaboo sobre estratégias de PR no K-Pop, apontam que acusações vagas e baseadas em redes sociais são difíceis de rebater diretamente sem dar mais holofotes ao assunto. Uma resposta formal da HYBE, por exemplo, poderia ser interpretada como uma admissão de envolvimento ou dar legitimidade a uma acusação que, até agora, vive de insinuações.

Edifício da HYBE em Seoul

A complexa teia de interesses: HYBE, YG e o mercado

A suposta rivalidade entre HYBE e YG não é um conceito novo, mas ganhou contornos mais nítidos nos últimos anos. Com o BLACKPINK renovando seus contratos de forma não exclusiva com a YG e focando em carreiras solo e projetos sob suas próprias empresas, o grupo permanece como um dos maiores ativos culturais e financeiros da Coreia, mesmo sem estar sob o controle total de uma grande corporação. Para a HYBE, que expandiu seu império adquirindo labels como Source Music (da girl group LE SSERAFIM) e estabelecendo a BELIFT LAB (de ILLIT e ENHYPEN), a dominância do mercado de girl groups é um campo de batalha estratégico.

Alguns analistas de fãs especulam se a narrativa em torno de Bekuh Boom seria uma tentativa sutil de desestabilizar a imagem pública do BLACKPINK, especialmente em um momento onde as integrantes estão solidificando suas marcas individuais globalmente. Manchar a reputação das artistas como "difíceis" ou "parte de um sistema tóxico" poderia, em teoria, impactar parcerias comerciais e a percepção do público. É uma guerra de percepção, onde os sentimentos dos fãs são o principal campo de batalha.

The timing is always suspicious. Blackpink members are thriving individually, breaking records, and then suddenly old collaborators pop up with vague stories. It's not about seeking justice anymore; it feels like a calculated move to shift the spotlight.

— Blink Analyst (@BlinkTheorist) March 20, 2026

O impacto nos fãs e a polarização da comunidade Blink

Dentro do próprio fandom, a situação criou uma fissura. Enquanto uma grande parcela dos Blinks defende ferrenhamente as integrantes e acusa Bekuh Boom e a HYBE de uma campanha de difamação, uma minoria vocal questiona se pode haver um fundo de verdade nas insinuações. "E se as meninas realmente soubessem de algo e não fizeram nada?", perguntam alguns, citando a complexidade dos contratos e a hierarquia rígida das empresas. Essa divisão é amplificada por contas anônimas em plataformas como TikTok e Twitter, que postam vídeos e threads analisando cada like, cada comentário antigo e cada possível conexão empresarial.

A discussão também reviveu debates antigos sobre o tratamento de idols estrangeiras dentro da indústria coreana, com o caso de Lisa sendo frequentemente citado. A sensação entre muitos fãs internacionais é de que a narrativa está sendo moldada de uma forma que coloca as membros coreanas (Jennie, Jisoo, Rosé) em uma posição potencialmente negativa, enquanto a situação específica de Lisa é usada como um ponto de conflito adicional, explorando tensões culturais e raciais dentro do fandom.

O que parece claro é que a história está longe de acabar. Cada novo post, cada like em um comentário específico, ou cada música nova creditada a Bekuh Boom sob o guarda-chuva da HYBE será dissecado pela comunidade online. A falta de um fato concreto, de um documento ou de uma acusação direta mantém o caso no reino do "e se...", que é justamente onde as teorias mais ardentes e as guerras de fãs mais efetivamente prosperam. Enquanto isso, o legado musical do BLACKPINK, incluindo as canções que Bekuh Boom ajudou a criar, continua a tocar nos estádios mundiais, desconectado do barulho dos bastidores.

Com informações do: Koreaboo