Um debate acalorado tomou conta das redes sociais depois que Rei Ami, a voz por trás da personagem Zoey no filme KPop Demon Hunters, pareceu abordar indiretamente a onda de críticas que atingiu a Ahyeon, do grupo BABYMONSTER.

O post que gerou especulações
No dia 29 de novembro, enquanto as críticas à Ahyeon se intensificavam, Rei Ami publicou uma mensagem de tom forte que os fãs não demoraram a conectar com a situação. Sem mencionar nomes, ela condenou o hábito de diminuir alguns artistas para elevar outros.
"Diminuir outros grupos/artistas para elevar seus favoritos é patético. Mantenha a positividade ou cale a boca— parem de menosprezar outras mulheres e colocá-las umas contra as outras. Esse tipo de comportamento é cansativo e retrógrado."
— REI AMI (@reiamimami) em 30 de novembro de 2025
Ela enfatizou que se apresentar publicamente é frequentemente assustador e emocionalmente pesado, pedindo para que as pessoas mantivessem um clima positivo em vez de despedaçar os performers.

A reação dos fãs internacionais
A ligação entre o post de Rei Ami e a crítica que Ahyeon enfrentou — especialmente por ter assumido todas as notas agudas da performance de "Golden" no MAMA 2025 — foi imediata. Muitos fãs sentiram que a negatividade havia ultrapassado os limites da crítica normal, assumindo um tom de hostilidade direcionada.
Alguns dos comentários que viralizaram entre os fãs incluíam:
"Você sabe que o ódio contra a Ahyeon foi longe demais quando uma das cantoras originais tem que intervir e dizer algo :/"
"A cantora original de 'Golden' defendendo a Ahyeon de todos os comentários de ódio forçados dos kpoppers... YG, tome nota."
"Isso chegou até você e teria chegado até aquela garota também... Ela está enfrentando esse trem de ódio desde sua estreia. Não sei o quanto o ódio anterior a desmotivou e agora isso de novo... DEIXEM AQUELA GAROTINHA RESPIRAR. Ela é só uma criança tentando muito realizar seus sonhos."
Embora Rei Ami não tenha mencionado o grupo ou a Ahyeon nominalmente, a comunidade de fãs acredita amplamente que sua mensagem foi um apelo para parar de alimentar trens de ódio, especialmente quando artistas jovens estão dando o seu melhor sob uma pressão imensa.
O peso da performance solo e a pressão da comparação
Para entender a dimensão da reação, é preciso voltar ao momento que gerou a polêmica: a performance de "Golden" no MAMA 2025. A canção, originalmente um solo de Rei Ami para a trilha sonora de KPop Demon Hunters, foi apresentada pela Ahyeon como parte do setlist do BABYMONSTER. A escolha já colocava a jovem idol em um lugar de comparação inevitável, mas foi a execução das notas agudas — todas assumidas por Ahyeon — que se tornou o epicentro das críticas.
Veteranos do k-pop apontam que esse tipo de situação é um terreno minado para qualquer artista, especialmente uma novata. "Quando você cobre uma música que tem uma assinatura vocal muito forte, como a de Rei Ami, você está automaticamente se colocando sob um microscópio", comenta um produtor musical em um fórum anônimo. "Cada escolha, cada respiração, cada nota é comparada à versão original. É uma pressão que poucos artistas experientes gostariam de enfrentar, quem dirá uma debutante."

O fenômeno dos 'trens de ódio' e a cultura do cancelamento no k-pop
A defesa implícita de Rei Ami toca em um nervo exposto da comunidade: a normalização dos "hate trains" ou "trens de ódio". São ondas coordenadas de críticas negativas, muitas vezes iniciadas em fóruns como Pann Choa ou no aplicativo Instagram, que rapidamente ganham volume e se espalham para outras plataformas. O alvo, frequentemente, é um membro específico de um grupo.
Esse não é o primeiro caso envolvendo o BABYMONSTER. Desde o seu debut, membros como a Ruka e a própria Ahyeon (que enfrentou um hiato por questões de saúde antes da estreia oficial) já estiveram sob fogo cruzado por diversos motivos, desde habilidades vocais até expressões faciais em performances. O que o post de Rei Ami parece destacar é o caráter especialmente misógino e destrutivo dessas campanhas quando direcionadas a artistas mulheres jovens.
"É cansativo ver a mesma narrativa se repetindo: pegar uma garota talentosa, amplificar cada pequeno deslize (ou inventar um), e usar isso para validar o ódio gratuito. No fim, quem perde é a diversidade e a coragem artística."
— Comentário de um fã em um thread no Reddit's r/kpop
Alguns analistas de fandom veem nisso um reflexo de uma competição tóxica exacerbada pela estrutura das "empresas irmãs" (no caso, ambas as artistas vinculadas de alguma forma ao universo da YG Entertainment) e pela necessidade constante de engajamento, mesmo que negativo, nas redes sociais.
E a Ahyeon? O silêncio da artista e a voz dos fãs
Enquanto a discussão fervia, o perfil oficial de Ahyeon no Instagram permanecia inativo, sem nenhuma menção à polêmica. No entanto, os fãs da idol, autointitulados "BABYMonster", se mobilizaram em uma campanha de apoio massiva. Hashtags como #TrustAhyeon e #GoldenVoice começaram a trendar, com postagens destacando seus melhores momentos vocais e mensagens de incentivo.
"Ela tem 17 anos e está carregando uma performance inteira no maior palco da Ásia. Em vez de criticar, deveríamos estar maravilhados com a coragem."
"Ninguém canta como a Rei Ami, assim como ninguém dança como a Lisa. Artistas são únicos. A Ahyeon deu a *ela* versão de 'Golden', e foi linda."
"O que mais me impressiona é a postura dela no palco. Mesmo sob pressão, ela sorriu e entregou tudo. Isso é profissionalismo de verdade."
A situação levanta uma questão incômoda para as agências: até que ponto a exposição e a pressão em performances de alto risco valem o engajamento gerado? Para os fãs, a intervenção de uma artista respeitada como Rei Ami — que viveu a pressão de estrear uma música em um filme de grande orçamento — é um sinal de que a linha entre crítica construtiva e bullying virtual foi claramente ultrapassada. O debate, longe de se esgotar, agora se volta para a cultura do fandom e a responsabilidade de cada fã em criar um ambiente onde artistas como Ahyeon possam errar, aprender e crescer sem temer uma chuva de ódio desproporcional.
Com informações do: Koreaboo





