Mais uma tempestade no universo do K-pop: o subgrupo EXO-CBX, formado por Chen, Baekhyun e Xiumin, entrou com um pedido de rescisão de contrato contra a agência ONE HUNDRED e sua subsidiária INB100. A notícia, divulgada em primeira mão pelo veículo coreano The Fact, revela uma disputa que já vem se arrastando há meses.

O cerne da controvérsia: pagamentos não realizados

De acordo com o relatório, os três artistas enviaram uma notificação extrajudicial à INB100 e à sua CEO, Cha Ga Won, ainda no final de março. A principal alegação é o não pagamento de acertos financeiros devidos aos membros. A carta exigia uma resposta formal da empresa sobre essas supostas violações contratuais, mas, aparentemente, a situação não foi resolvida, levando ao passo mais drástico: o processo de rescisão.

Um histórico conturbado e a luta dos artistas

Esta não é a primeira vez que Chen, Baekhyun e Xiumin travam uma batalha legal por seus direitos. Em 2023, o trio já havia processado com sucesso a SM Entertainment, sua antiga agência, contestando a validade de seus contratos exclusivos. Após um acordo, eles assinaram com a ONE HUNDRED, uma empresa criada em parceria com a gigante do entretenimento, na esperança de um novo começo. No entanto, os problemas parecem ter persistido sob nova gestão.

O caso levanta, mais uma vez, discussões importantes dentro da indústria sobre a relação entre agências e idols, a transparência financeira e os direitos dos artistas. Enquanto os fãs aguardam ansiosos por mais notícias, o futuro das atividades do EXO-CBX permanece incerto.

Para ler a reportagem original em detalhes, confira a matéria exclusiva do The Fact via Koreaboo.

Reação dos fãs e o impacto no "EXO-L"

A notícia caiu como uma bomba na comunidade de fãs, os "EXO-L". Após meses de relativa calmaria e expectativa por novas atividades do subgrupo, a revelação de um novo processo judicial trouxe uma onda de preocupação e indignação. Nas redes sociais, hashtags como #JusticeForEXOCBX e #ProtectEXO rapidamente começaram a circular, com fãs expressando apoio incondicional aos três idols e cobrando transparência da agência.

Muitos relembraram a batalha exaustiva de 2023 e manifestaram frustração por ver Chen, Baekhyun e Xiumin tendo que lutar novamente por direitos básicos, como o recebimento de pagamentos. "Eles só querem fazer música e se apresentar para nós. Por que é tão difícil para essas empresas cumprirem o combinado?", questionou uma fã em um fórum online, ecoando o sentimento de milhares. A ansiedade sobre o futuro das promoções planejadas, incluindo possíveis lançamentos de música e apresentações, também é palpável.

O que diz a ONE HUNDRED/INB100?

Até o momento, a ONE HUNDRED e a INB100 mantiveram um silêncio oficial sobre o processo de rescisão movido pelo EXO-CBX. A falta de um posicionamento público imediato, conforme relatado pela mídia, foi um dos fatores que alimentou a decisão dos artistas de levar a disputa ao tribunal. A estratégia da empresa será crucial nos próximos dias.

Especialistas em direito do entretenimento na Coreia do Sul apontam que, neste estágio, as opções da agência são limitadas. Ela pode tentar negociar um acordo extrajudicial com os membros, contestar as alegações em juízo ou, em um cenário mais extremo, buscar impedir que os artistas realizem atividades promocionais independentes durante o litígio – uma tática que já foi usada em casos similares no passado. A postura que adotarem definirá não apenas o destino do EXO-CBX, mas também a reputação da própria ONE HUNDRED no mercado.

O caso acontece em um momento de crescente conscientização e ativismo por parte dos idols em relação aos seus contratos. Nos últimos anos, vimos vários artistas de alto escalão, de grupos como (G)I-DLE a solistas, buscarem a justiça para revisar ou rescindir acordos considerados abusivos. Cada novo caso como este serve como um precedente e fortalece o debate por reformas na indústria.

Enquanto o processo segue seu curso legal, os olhos do mundo do K-pop permanecem voltados para Chen, Baekhyun e Xiumin. A coragem deles em enfrentar mais uma batalha jurídica, após uma vitória histórica, ressoa como um sinal de que a luta por condições justas de trabalho e respeito artístico está longe de acabar. Para os EXO-L, o apoio se transforma em uma vigília paciente, na esperança de que seus artistas favoritos possam, em breve, focar no que fazem de melhor: a música.

Com informações do: Koreaboo