Fãs acusam HYBE de explorar Suga com faixa exclusiva do BTS
Você já se pegou frustrado por uma música incrível do seu artista favorito ser lançada de um jeito que parece quase impossível de ouvir? É exatamente essa a sensação que tomou conta do ARMY esta semana, com a polêmica em torno da nova faixa produzida pelo Suga para o BTS.
A faixa escondida no vinil
A nova edição de luxo em vinil do álbum ARIRANG do BTS, que chega às lojas em 3 de abril, vem com um segredo: uma faixa bônus escondida. Durante uma live no dia 1º de abril, os membros revelaram que essa música especial foi produzida pelo próprio Suga. O mais curioso? Ele mesmo ficou confuso por duas semanas, achando que sua música tinha sido cortada do álbum, até descobrir que era justamente essa faixa secreta do vinil.

🐱 the song i produced is coming out, why is it not in the album i think we talked about it for 2 weeks but it's finally coming out. a very special song coming out as LP…
[others giving spoilers]
🐱 the song is good, it's good… pic.twitter.com/APn5VdVhMT
— 슙짐 (@syubjim)
1, 2026
A revolta do ARMY e a acusação de "cash grab"
A notícia não caiu bem para muitos fãs. A principal crítica é que uma música produzida por um membro tão querido e talentoso quanto o Suga está sendo relegada a um formato físico caro e de acesso limitado, sem previsão de chegar às plataformas de streaming. Nas redes sociais, a palavra de ordem virou "injustiça".
Muitos ARMYs argumentam que a HYBE e a BIGHIT MUSIC estariam usando o nome e o talento do Suga como isca para vender mais cópias do vinil, um movimento visto como puro "cash grab" (caça-níquel). A sensação é de que o trabalho duro do artista está sendo menosprezado e transformado em uma ferramenta de marketing.
They know adding a “Prod. SUGA” track can turn a struggling deluxe LP into a guaranteed seller. It’s infuriating because they deny him proper placement and the recognition he deserves, yet still use him as a cash cow whenever it suits their bottom line.
— Nimura | 🥢 (@RxlMinYoongi)
1, 2026
if this song is prod suga and only available on the lp, then the company is just using him to grab more cash. i hope it’s released on streaming platforms, because otherwise it’s just unfair, especially when yoongi wanted it on the album.
— ✨️ (@bestea_yoongi_)
1, 2026
O comentário misterioso de Suga sobre "Take Two"
Para aumentar a preocupação dos fãs, o próprio Suga fez um comentário enigmático durante a live. Ele disse que temia que a música se tornasse "o segundo 'Take Two'". Enquanto alguns fãs internacionais interpretaram como uma comparação musical, muitos fãs coreanos entenderam como uma referência ao destino da faixa "Take Two" – uma música que, na visão de parte do fandom, não recebeu o apoio e reconhecimento que merecia, passando quase despercebida.
The hidden track on the Deluxe LP releasing on April 3rd is a song produced by Yoongi 👀
🐨: I wonder if those coming to the Goyang concert next week will be able to hear it..
🐱: I think it might become the second "Take Two" pic.twitter.com/TON3THeCC8
— kin (@sakinayoongi)
1, 2026
Enquanto a polêmica esquenta nas redes, o álbum ARIRANG continua quebrando recordes, alcançando um raro "Global All Kill". Para saber mais sobre essa conquista histórica, você pode conferir a matéria completa aqui.
O que a estratégia da HYBE revela sobre o mercado musical?
Essa não é a primeira vez que uma grande empresa do K-pop é acusada de práticas questionáveis para impulsionar vendas físicas. Nos últimos anos, com a queda nas receitas de streaming e a saturação do mercado digital, as gravadoras têm apostado cada vez mais em formatos físicos exclusivos e "bônus" para manter os lucros altos. A questão que fica é: até que ponto isso respeita o trabalho dos artistas e o acesso dos fãs?
Para muitos analistas, a estratégia por trás do vinil de ARIRANG é clara. Em um artigo recente da Forbes, discutiu-se como o vinil, apesar do "comeback" nostálgico, é um produto de nicho, caro de produzir e com margens de lucro altíssimas. Ao adicionar uma faixa inédita de um produtor tão requisitado quanto o Suga, a HYBE praticamente garante que colecionadores e fãs hardcore vão correr para garantir sua cópia, independentemente do preço.
O silêncio que fala mais alto: a falta de um posicionamento oficial
Até o momento, nem a BIGHIT MUSIC nem a HYBE se pronunciaram oficialmente sobre as críticas dos fãs ou sobre um possível lançamento da música em streaming. Esse silêncio, para muitos no ARMY, é visto como uma confirmação tácita de que a estratégia é deliberada. A comunidade online está dividida entre quem acredita que uma campanha de pressão pode reverter a situação e quem já perdeu as esperanças.
Alguns fãs mais veteranos lembram de casos parecidos no passado. A música "Sea", do BTS, por exemplo, ficou anos disponível apenas na versão física do álbum Love Yourself: Her antes de finalmente chegar às plataformas digitais. Será que teremos que esperar tanto pela faixa do Suga? A diferença é que, na época, não havia um membro expressando publicamente sua própria confusão sobre o destino de sua criação.
The pattern is always the same. They create artificial scarcity with member-specific content (photocards, fancalls, hidden tracks) to drive up sales. It's a business model built on FOMO. But using a member's artistic contribution as the bait feels like a new low.
— ARMY Analyst 🧵 (@BangtanBiz)
Enquanto isso, a conversa se expande para além do BTS. Fãs de outros grupos começam a relatar situações similares, onde b-sides produzidas por membros específicos ou versões especiais de músicas são trancadas atrás de paywalls físicos. O caso do Suga pode ter acendido um pavio que discute um problema muito maior na indústria: a monetização da relação entre artista e fã.