Você já conhece Nemurubaka? O filme live-action baseado no mangá de Masakazu Ishiguro finalmente vai chegar à Netflix no dia 20 de julho, e eu já estou curioso para ver como essa adaptação ficou!

Estreia e direção

O filme estreou no Japão em 20 de março e foi dirigido por Yūgo Sakamoto, conhecido pelo trabalho em Baby Assassins. A produção chamou atenção por trazer um elenco jovem e talentoso, incluindo a integrante do grupo Nogizaka46, Shiori Kubo, que interpreta Yumi Irusu, e Yūna Taira, que vive Ruka Kujirai, personagem que também aparece em outras adaptações live-action como ReLIFE e Honey.

Enredo e personagens

O mangá acompanha o dia a dia das colegas de dormitório na faculdade, Yumi Irusu e Ruka Kujirai. Ruka, a mais velha, vive sempre sem dinheiro, mesmo tocando em uma banda, enquanto Yumi trabalha meio período em uma livraria de usados. Essa dinâmica simples, mas cheia de nuances, é o que dá o charme à história.

Trilha sonora e participação do autor

Um detalhe que me chamou atenção foi a música tema "Nemurubaka", interpretada por Yūna Taira como Ruka Kujirai. O próprio Ishiguro colaborou na escrita da letra junto com Asahi, guitarrista da banda Necry Talkie, que também compôs a canção. A letra é baseada nos trechos que aparecem no mangá original, o que traz uma conexão legal entre as mídias.

Sobre o mangá e outras obras de Ishiguro

O mangá Nemurubaka foi lançado em setembro de 2006 na revista Monthly Comic Ryū, da Tokuma Shoten, e finalizado em janeiro de 2008, com um volume compilado publicado pela editora. Além dele, Ishiguro é conhecido por outras obras que ganharam adaptações em anime, como And Yet the Town Moves (2010) e Heavenly Delusion (abril de 2023).

Se você curte acompanhar o trabalho do autor, vale lembrar que suas obras também foram lançadas em inglês: And Yet the Town Moves já passou por várias plataformas digitais, e Heavenly Delusion está sendo lançado pela Denpa. Outros títulos como Present for Me e Skygrazer também receberam versões em inglês.

Fica a expectativa para ver como o filme vai captar essa vibe tão particular do mangá, e claro, para quem ainda não conhece, é uma ótima chance de mergulhar nessa história cheia de personalidade.

Expectativas para a adaptação live-action

Adaptar um mangá tão intimista como Nemurubaka para live-action não é tarefa fácil. A história depende muito da química entre as personagens e da sutileza dos momentos cotidianos, algo que pode se perder se a direção focar demais em elementos dramáticos ou clichês. Por isso, a escolha de Yūgo Sakamoto como diretor parece promissora, já que seu trabalho anterior em Baby Assassins mostrou sensibilidade para equilibrar ação e desenvolvimento de personagens.

Além disso, o elenco jovem traz uma energia fresca que pode ajudar a capturar a essência da juventude e das pequenas confusões da vida universitária. Shiori Kubo, por exemplo, tem experiência em atuar em papéis que misturam inocência e complexidade emocional, o que deve funcionar bem para a personagem Yumi. Já Yūna Taira, que também canta a música tema, tem uma conexão direta com a personagem Ruka, o que pode trazer uma autenticidade extra para a performance.

Comparações com outras adaptações live-action

Vale lembrar que o Japão tem uma tradição forte em adaptar mangás slice of life para live-action, com resultados variados. Obras como ReLIFE e Honey conseguiram equilibrar bem o tom leve com momentos mais profundos, enquanto outras produções às vezes pecam por exagerar em melodrama ou perder o ritmo da narrativa original.

No caso de Nemurubaka, a expectativa é que o filme mantenha o foco nas pequenas interações e no crescimento pessoal das personagens, sem apelar para grandes reviravoltas ou clichês. Isso pode agradar especialmente quem gosta de histórias mais realistas e que exploram a amizade e os desafios da vida jovem de forma honesta.

Impacto cultural e fandom

Para os fãs do mangá, a chegada do filme na Netflix é uma oportunidade de revisitar a obra sob uma nova perspectiva. Além disso, a popularidade da plataforma pode atrair um público mais amplo, que talvez nunca tenha ouvido falar de Nemurubaka. Isso pode gerar um aumento no interesse pelo mangá e pelas outras obras de Masakazu Ishiguro.

Também é interessante observar como a música tema, com participação direta do autor e músicos da cena indie japonesa, reforça a conexão entre as mídias e cria uma experiência mais imersiva para o público. Essa integração entre música, cinema e mangá é algo que tem se tornado cada vez mais comum e valorizado no mercado otaku.

O que esperar da Netflix

Com a Netflix investindo cada vez mais em produções live-action japonesas, Nemurubaka pode ser um teste importante para o serviço. A plataforma tem mostrado interesse em diversificar seu catálogo com títulos que fogem do óbvio, e essa adaptação pode ser um diferencial para quem busca algo mais tranquilo e reflexivo.

Além disso, a facilidade de acesso via streaming permite que fãs do mundo todo possam conferir o filme quase simultaneamente com o lançamento japonês, o que ajuda a criar uma comunidade global de discussão e troca de impressões. Isso é especialmente bacana para obras que, como Nemurubaka, têm um apelo mais nichado e que dependem da identificação com personagens e situações cotidianas.

Enquanto isso, eu fico de olho nas primeiras reações e reviews para ver se o filme consegue mesmo capturar a essência do mangá e se torna uma recomendação certeira para quem curte histórias de amizade, música e vida universitária no Japão.

Com informações do: Anime News Network