Você já parou para pensar até onde vai a linha entre um ensaio artístico e a sexualização de menores? Pois é, o mundo do K-pop está fervendo com uma discussão que envolve o CORTIS, grupo da HYBE, e mais especificamente o membro Seonghyeon. Um photoshoot recente para a revista W Korea deixou muitos fãs e críticos de cabelo em pé. Vamos entender o que rolou.

O ensaio que virou polêmica

O CORTIS, formado por Keonho, Martin, Seonghyeon, James e Juhoon, foi escalado para estrelar as próximas edições da W Korea. Cada integrante ganhou sua própria capa, ensaio e ainda representou grifes de luxo: Keonho com Gucci, Martin com YSL, Seonghyeon com Loewe, James com Prada e Juhoon com Dior. Tudo muito glamouroso, certo? Só que a coisa desandou quando as fotos de Seonghyeon, que é menor de idade, vieram a público.

Nas imagens, o idol aparece sem camisa, em poses que muitos consideraram sensuais demais para a idade dele. A reação foi imediata: uma enxurrada de críticas nas redes sociais acusando a revista e a agência de sexualizarem um adolescente. Afinal, até onde a “arte” justifica expor um menor dessa forma?

O que os fãs estão dizendo

Enquanto alguns defendem que é só um ensaio fashion e que o próprio Seonghyeon topou participar, a maioria dos comentários é de preocupação. “Isso é errado em tantos níveis”, “Protejam os idols menores de idade” e “HYBE precisa rever seus conceitos” são algumas das frases que mais se repetem. A discussão vai além do grupo: toca num problema estrutural da indústria, que muitas vezes trata jovens artistas como produtos.

Vale lembrar que não é a primeira vez que a HYBE se envolve em controvérsias desse tipo. Com o histórico recente de outros grupos da empresa, a sensação é de que a linha entre o “conceito adulto” e a proteção aos menores está cada vez mais tênue.

E a responsabilidade das marcas?

Outro ponto que não dá para ignorar é o papel das grifes de luxo envolvidas. Loewe, que patrocinou o look de Seonghyeon, também foi alvo de críticas. Afinal, marcas desse porte têm poder de escolha e poderiam recusar participar de um ensaio que expõe um menor. Será que o glamour do K-pop está cegando a indústria para questões éticas básicas?

Enquanto isso, a W Korea e a HYBE seguem sem se pronunciar oficialmente sobre a polêmica. O silêncio, como sempre, só aumenta a especulação e a indignação dos fãs.

O que a lei coreana diz sobre isso?

Na Coreia do Sul, a maioridade penal é aos 19 anos (em idade internacional). Seonghyeon, que nasceu em 2007, tem atualmente 17 anos. Isso significa que, legalmente, ele ainda é considerado menor de idade. A legislação coreana é bastante rígida quanto à proteção de menores na mídia, especialmente quando o conteúdo pode ser interpretado como sexualmente sugestivo. Mas aí entra aquele velho debate: onde termina a expressão artística e começa a exploração?

O Ministry of Gender Equality and Family da Coreia do Sul tem diretrizes claras sobre a representação de menores em materiais publicitários e de entretenimento. No entanto, a aplicação dessas regras nem sempre é tão rápida quanto a viralização de uma polêmica. Enquanto os órgãos reguladores não se manifestam, a internet já fez seu julgamento.

O papel dos fãs na proteção dos idols

Uma coisa é certa: a reação dos fãs mostra que a comunidade do K-pop está mais atenta do que nunca. Não é mais aquela época em que tudo passava batido. Hoje, qualquer deslize é rapidamente apontado e discutido. E isso é bom, né? Mostra que os fãs não são apenas consumidores passivos, mas sim agentes que cobram responsabilidade das empresas.

Mas também rola um certo exagero em alguns casos. Tem fã que vai desde a preocupação legítima até o cancelamento desenfreado. O importante é encontrar um equilíbrio: criticar sem desumanizar, cobrar sem linchar. Afinal, o próprio Seonghyeon é uma pessoa real, com sentimentos, e não apenas um boneco nas mãos da HYBE.

O que podemos aprender com isso?

Se tem uma coisa que essa polêmica nos ensina é que a indústria do K-pop precisa urgentemente de uma conversa honesta sobre ética e proteção. Não dá mais para tratar idols menores como adultos em miniatura. Eles são talentosos, sim, mas também são jovens que merecem crescer sem serem expostos a situações que possam comprometer sua saúde mental ou imagem.

E você, o que acha de tudo isso? Até onde a arte justifica expor um menor? Será que a HYBE vai se pronunciar ou vai deixar a poeira baixar? Conta pra gente nos comentários — porque essa conversa está longe de acabar.

Com informações do: Koreaboo