Você já parou para pensar como o dinheiro (ou a falta dele) molda a forma como as pessoas te tratam? Pois é, a Lily, do NMIXX, trouxe essa reflexão à tona depois de assistir ao filme vencedor do Oscar, Parasita. E, claro, a internet não deixou passar batido.

O que Lily disse sobre classismo?

Em uma transmissão ao vivo, a integrante do NMIXX comentou sobre as camadas sociais retratadas no filme e como elas ecoam na vida real. Ela destacou que, muitas vezes, a bondade e a empatia são vistas como privilégios de quem não precisa se preocupar com o básico para sobreviver. “É fácil ser gentil quando você não está lutando pela sua próxima refeição”, refletiu a idol.

Lily também mencionou como o filme a fez pensar sobre a própria posição e a responsabilidade que vem com isso. Não é todo dia que vemos uma artista pop abrindo esse tipo de diálogo, né?

A reação dos fãs e o debate online

Como era de se esperar, a fala da Lily rapidamente viralizou em comunidades de fãs e fóruns de K-Pop. Muitos elogiaram a maturidade e a sensibilidade dela ao abordar um tema tão complexo. Outros, claro, aproveitaram para discutir como o classismo também aparece no universo dos idols — desde o tratamento diferenciado entre trainees de empresas grandes e pequenas até os comentários sobre “visual de pobre” que alguns artistas sofrem.

É um papo que vai muito além do entretenimento e toca em feridas sociais que a gente conhece bem, seja no Brasil ou na Coreia.

Parasita e a cultura pop: uma conexão inevitável

O filme de Bong Joon-ho já é um marco cultural, mas ver uma idol do K-Pop usando ele como ponto de partida para uma conversa tão honesta mostra como a arte ainda consegue furar bolhas. A Lily não só assistiu ao filme, como tirou lições dele e compartilhou com quem quisesse ouvir. Isso é o tipo de conteúdo que a gente ama ver: entretenimento que gera reflexão.

E não é que a fala dela bateu forte justamente por isso? A gente vive cercado de histórias — em animes, doramas, filmes — que escancaram as desigualdades, mas raramente vê alguém do próprio meio artístico reconhecendo o próprio lugar de fala com tanta naturalidade. A Lily fez questão de não se colocar como superior, mas sim como alguém que também está aprendendo. E isso, convenhamos, é raro.

O classismo no K-Pop: um tabu quebrado?

Se você acompanha o mundo dos idols há algum tempo, sabe que o classismo é um daqueles assuntos que todo mundo sente, mas poucos verbalizam. Desde os tempos de treinamento, a origem familiar pode determinar o acesso a melhores aulas, roupas para audições e até contatos dentro da indústria. Grupos de empresas menores, como o próprio NMIXX (da JYP, que é uma grande, mas ainda assim), já relataram dificuldades que vão desde a alimentação até o suporte emocional.

Lily, ao trazer o debate para o público, acaba dando voz a muitos trainees e idols que passaram por situações constrangedoras por causa da condição financeira. É um lembrete de que, por trás do brilho dos palcos, existem histórias de superação que nem sempre são contadas.

O que podemos aprender com isso?

Se tem uma coisa que a gente, como fãs, pode tirar dessa história é a importância de não romantizar a pobreza ou o sofrimento. Muitas vezes, a narrativa de “artista que veio do nada” é usada para inspirar, mas também pode esconder a pressão e o preconceito que essas pessoas enfrentam. A Lily não está pedindo pena — ela está pedindo consciência.

E você, já tinha parado pra pensar como o classismo aparece no seu anime, dorama ou grupo favorito? Conta pra gente nos comentários — porque esse papo tá longe de acabar.

Com informações do: Koreaboo