Você já parou para pensar no quanto a estética dos ombros pode impactar a autoestima, especialmente na hora de usar aquele vestido especial? A modelo e influenciadora Choi Jun Hee, de 23 anos, filha da falecida atriz Choi Jin Sil, acabou de abrir o jogo sobre mais um procedimento estético em sua jornada de 'cuidados da noiva'. E a inspiração? Nada menos que as omoplatas icônicas de duas das maiores estrelas do K-Pop.

O desejo por uma silhueta "afiada"

Em um vídeo compartilhado no Instagram no dia 27 de março, Jun Hee revelou que fez aplicação de preenchimento e botox no músculo trapézio. A motivação veio de uma insatisfação com sua linha dos ombros, que ela descreveu como "quadrada e volumosa", especialmente com o casamento se aproximando. "Quando eu estava acima do peso, eu era mais consciente dos meus braços. Agora que perdi toda a gordura corporal, comecei a notar a linha do meu ombro", explicou ela. A pressão de usar um vestido de noiva sem mangas parece ter sido o gatilho final.

Screenshot do vídeo de Choi Jun Hee mostrando os ombros

Inspiração direta no K-Pop

E quem seriam as musas por trás dessa busca por ombros perfeitos? Jun Hee foi direta ao ponto: "Acho que todas as mulheres querem ombros como os da Jennie ou da Ningning". A referência às integrantes do BLACKPINK e da aespa não é à toa. Jennie, em particular, é frequentemente elogiada por sua postura e linha corporal elegante, que se tornaram um padrão de beleza almejado por muitas. A modelo admitiu que o resultado a deixou mais confiante, especialmente ao usar blusas sem mangas. "Meus ombros estão mais afiados e definidos... está me dando um grande impulso de confiança", comemorou.

Transparência e a cultura da cirurgia plástica

Choi Jun Hee nunca escondeu os procedimentos estéticos que realiza, sendo conhecida por sua postura "alta e orgulhosa" em relação ao tema. Essa última revelação, no entanto, reacende discussões antigas sobre padrões de beleza e a pressão no meio da moda e do entretenimento. A busca por um físico específico, inspirado em ídolos, levanta questões sobre até onde vai a autoexpressão e onde começa a padronização. A história de Jun Hee com cirurgias plásticas já foi alvo de críticas e preocupações no passado.

Fonte: xportsnews

O "ombro de colher" e o padrão de beleza coreano

A busca por ombros "afiados" e uma linha de clavícula bem definida não é uma obsessão nova na Coreia do Sul. O termo "숟가락 어깨" (sutgarak eokkae), que significa literalmente "ombro de colher", descreve justamente essa silhueta onde os ombros são estreitos e as clavículas são proeminentes, criando uma linha suave e elegante. É um padrão estético altamente valorizado, frequentemente associado à juventude, delicadeza e feminilidade. Não é à toa que ídolos como Jennie e Ningning, que personificam esse visual, se tornaram referências. Em um país onde a indústria da beleza e do entretenimento são gigantescas, ter os "ombros certos" pode ser visto como mais um item na lista de requisitos para se encaixar em um ideal estético muito específico e, por vezes, inatingível.

Além da estética: os riscos do procedimento

Enquanto Jun Hee celebra o resultado, especialistas em medicina estética costumam levantar bandeiras amarelas sobre procedimentos no músculo trapézio. A aplicação de toxina botulínica (botox) nessa área, conhecida como "Nefertiti lift" em alguns círculos, visa relaxar o músculo para criar a ilusão de um pescoço mais longo e uma linha da mandíbula mais definida, o que indiretamente afeta a aparência dos ombros. No entanto, o trapézio é um músculo crucial para movimentos básicos como levantar os braços, girar a cabeça e manter a postura. Um relaxamento excessivo ou uma aplicação imprecisa pode levar a:

  • Fraqueza muscular temporária ou até permanente.

  • Dificuldade para realizar atividades físicas ou carregar peso.

  • Alterações na postura que podem causar dores em outras áreas, como a coluna.

  • Assimetria, se a aplicação não for perfeitamente equilibrada.

É um lembrete de que, por trás da busca por um padrão de beleza inspirado em ídolos, existem riscos reais à saúde que nem sempre são discutidos com a mesma transparência que a modelo demonstrou ao revelar o procedimento.

A reação dos fãs e a pressão das redes sociais

Nas redes sociais, a revelação de Choi Jun Hee dividiu opiniões. Muitos apoiaram sua honestidade e a defenderam pelo direito de fazer o que bem entender com o próprio corpo. "Ela é adulta, trabalha com a própria imagem e foi super transparente. O importante é que ela está feliz", comentou um usuário. Outros, porém, expressaram preocupação, vendo sua jornada como um reflexo de uma pressão social tóxica, amplificada pela constante comparação com celebridades perfeitas nas timelines. "É triste ver uma jovem tão bonita se submetendo a mais um procedimento para se parecer com outra pessoa. Quando será o suficiente?", questionou outro. O caso dela escancara um diálogo constante no fandom de K-Pop: até que ponto admirar a estética de um ídolo é saudável, e quando essa admiração se transforma em uma pressão insustentável para se moldar a um molde que, muitas vezes, é resultado de genética, treino intenso e, sim, intervenções estéticas?

A história de Jun Hee, filha de uma das atrizes mais amadas da Coreia, também coloca um holofote sobre a pressão que as "celebridades de segunda geração" enfrentam. Carregar um sobrenome famoso vem com expectativas gigantescas sobre a aparência e o sucesso, criando um terreno fértil para inseguranças. Sua abertura sobre cirurgias plásticas, embora corajosa, também a mantém sob um escrutínio público implacável, onde cada nova mudança em sua aparência vira notícia e é dissecada por milhares de pessoas.

Com informações do: Koreaboo