Você já parou para pensar por que tantos grupos de K-Pop que começam com sete integrantes parecem destinados a perder um deles? A saída de Mark Lee do NCT DREAM, anunciada em 3 de abril, reacendeu uma discussão antiga e assustadora entre os fãs: a chamada "Maldição dos 7 Membros". Será que existe um padrão real por trás das mudanças de formação, ou é apenas uma coincidência triste que persegue o cenário musical?
O que é essa "maldição"?
Diferente da famosa "Maldição dos 7 Anos", que fala sobre grupos se separando após esse período, a "Maldição dos 7 Membros" é mais específica. Ela se refere a um padrão aparente onde grupos que debutam com sete integrantes frequentemente veem um deles sair, deixando a formação com seis. O NCT DREAM é apenas o exemplo mais recente, voltando a ser um grupo de seis membros após a partida de Mark. Mas a lista, como você vai ver, é longa e surpreendente.

Os grupos que já sentiram o peso do número 7
Um post no X (antigo Twitter) listou mais de 30 grupos que teriam sido afetados por essa tendência. A pergunta que fica é: será coincidência ou há algo mais? Vamos dar uma olhada em alguns casos emblemáticos:
ENHYPEN: Perdeu Heeseung no mês passado, reduzindo a formação de sete para seis.
RIIZE: Viu XngHan deixar o grupo, outro exemplo de sete que virou seis.
INFINITE: Um caso clássico! O grupo segue com seis membros desde a saída de Hoya em 2017.
THE KINGDOM: Teve um caso ainda mais complicado, com um membro saindo, outro entrando e, depois, esse novo membro também deixando o grupo.




7 member curse:
nct dream 🆕
wayv
victon
infinite
riize
nmixx
evnne
2pm
arrc
the wind
enhypen
izna
tempest
ikon
onlyoneof
drippin
monsta x
btob
onf
purple kiss
blitzers
aoa
momoland
weeekly
tri•be
apink
hashtag
saturday
cignature
atbo— lou 🀥 (@mewmrewne) April 3, 2026
Os sobreviventes: quem desafia a maldição?
Mas nem tudo são más notícias! Alguns grupos se tornaram verdadeiros símbolos de resistência. O caso mais famoso é o do BTS, que mantém seus sete membros originais desde o debut em 2013, desafiando qualquer tipo de maldição. O GOT7, apesar de ter deixado a JYP Entertainment, também se mantém como um grupo de sete desde 2014. Outros exemplos mais recentes incluem Billlie (5 anos ativos) e AMPER&ONE (2 anos ativos), que até agora mantiveram suas formações originais intactas. O que será que esses grupos têm de diferente? Seria a química, a gestão, ou simplesmente sorte?
Por que o número sete é tão comum no K-Pop?
Antes de mergulhar na "maldição", é válido perguntar: por que tantas empresas escolhem debutar grupos com sete membros? A resposta pode estar em um equilíbrio prático e estético. Sete é um número que permite formações coreográficas dinâmicas e simétricas, preenchendo bem o palco sem parecer vazio ou excessivamente lotado. Além disso, oferece uma diversidade de timbres vocais e personalidades que pode atrair um público mais amplo. Mas será que essa mesma lógica que faz o sete ser atraente também o torna instável? Alguns fãs especulam que, em grupos maiores, a pressão por tempo de tela e linhas de canto pode criar tensões invisíveis.

Além da coincidência: os fatores reais por trás das saídas
Atribuir tudo a uma "maldição" é, claro, um exagero do fandom. Na realidade, as saídas são motivadas por uma complexa rede de fatores que pouco têm a ver com numerologia. Vamos olhar para alguns dos motivos mais comuns:
Contratos e disputas com as agências: Este é talvez o motivo número um. Renovações de contrato são períodos críticos onde visões artísticas e questões financeiras entram em conflito. Foi o caso de Hoya com o INFINITE, por exemplo.
Problemas de saúde: A rotina brutal de um ídolo de K-Pop é bem conhecida. Ansiedade, esgotamento e lesões físicas podem forçar um membro a se afastar para se cuidar, mesmo que temporariamente.
Escândalos e controvérsias: O caso de Seunghan do RIIZE, que ficou afastado devido a vazamentos de vídeos pessoais antes de sua saída oficial, mostra como a vida privada de um ídolo pode impactar drasticamente sua carreira em grupo.
Interesses solo: Às vezes, um membro sente que seu crescimento artístico está limitado dentro do grupo e busca uma carreira individual, seja em atuação, música ou outras áreas.
O que a "maldição" faz, na verdade, é agrupar esses casos diversos sob um mesmo rótulo dramático, criando uma narrativa que é mais fácil de digerir do que as complexidades, muitas vezes dolorosas, da indústria.
O impacto nos fãs e no legado do grupo
Para os fandom, a saída de um membro é sempre um terremoto emocional. Discussões acaloradas dividem a base de fãs entre os que apoiam a decisão do integrante, os que ficam com raiva da empresa e os que se sentem traídos. Musicalmente, a dinâmica do grupo muda inevitavelmente. As partes vocais são redistribuídas, as coreografias são rearranjadas e, em alguns casos, a identidade sonora do grupo pode até se transformar. Grupos como MONSTA X e BTOB, que perderam membros centrais, passaram por um período de ajuste até encontrarem um novo equilíbrio.
No entanto, há também histórias de resiliência. O APINK, que debutou com sete integrantes e viu duas delas saírem, se reinventou e permanece como um dos grupos femininos mais respeitados da segunda geração. A narrativa da "maldição" pode ofuscar a capacidade de adaptação e a força dos grupos e dos fãs que continuam a apoiá-los.
E aí, o que você acha? A "Maldição dos 7 Membros" é um padrão assustadoramente real ou apenas uma maneira que nós, fãs, encontramos para dar sentido a eventos difíceis e aleatórios? Olhando para a lista, é difícil ignorar a quantidade de casos. Mas olhando para grupos como BTS e GOT7, também é impossível não questionar se a verdadeira "maldição" não está nas condições da indústria, e não em um número. Enquanto isso, torcemos para que nossos grupos favoritos, independentemente do número de integrantes, encontrem felicidade e sucesso em suas jornadas – juntos ou não.
Com informações do: Koreaboo





