Você já parou para pensar no que acontece quando uma apresentação de K-Pop ultrapassa os limites do palco e vira assunto de conspiração? Pois é, a Lisa do BLACKPINK está no centro de uma polêmica bizarra que mistura música, luzes e… acusações de ritual demoníaco. Sim, você leu certo!

O que aconteceu no Coachella 2026?

No começo deste mês, o Coachella 2026 agitou os dois fins de semana com uma programação recheada de K-Pop. Enquanto Taemin brilhou nos dois dias, a Lisa foi convidada especial durante o set do artista Anyma no segundo final de semana — já que a performance do primeiro final de semana havia sido cancelada.

A apresentação foi um verdadeiro espetáculo visual: coreografia impecável, synths hipnóticos e um jogo de luzes que mais parecia um portal interdimensional. Mas foi exatamente essa estética futurista que gerou as alegações mais estranhas da internet.

Por que chamaram de "ritual demoníaco"?

Nas redes sociais, alguns fãs e haters começaram a comparar a performance a um suposto "ritual satânico". Os argumentos? As luzes vermelhas pulsantes, os movimentos sincronizados e a atmosfera "sombria" do palco. Teve até quem dissesse que a Lisa estava "invocando entidades" com a dança.

Claro, a maioria dos fãs reagiu com memes e deboche, mas a teoria ganhou força em bolhas específicas do Twitter e TikTok. Afinal, qualquer coisa que fuja do padrão "fofo e colorido" do K-Pop vira alvo de interpretações exageradas.

Nós, otakus e fãs de cultura pop, sabemos bem como isso funciona: quando um artista ousa inovar, sempre aparece alguém para chamar de "sombrio" ou "estranho". Lembra quando Evangelion foi acusado de ser uma "seita"? Pois é.

O que a Lisa e a YG Entertainment disseram?

Até o momento, nem a Lisa nem a YG Entertainment se pronunciaram oficialmente sobre as alegações. A cantora segue focada em sua carreira solo e nos próximos passos do BLACKPINK, que promete um comeback ainda este ano.

Enquanto isso, a internet continua dividida entre os que acham a performance genial e os que juram ter visto um pentagrama nas luzes de LED. E você, o que acha?

O papel da estética visual no K-Pop moderno

Se tem uma coisa que o K-Pop sempre soube fazer bem é criar uma identidade visual marcante. Desde os clipes psicodélicos de f(x) até as coreografias robóticas de aespa, o uso de luzes, cores e simbolismo é parte essencial da experiência. A apresentação da Lisa no Coachella não foi diferente — ela trouxe uma pegada cyberpunk que remete a filmes como Blade Runner e Matrix, mas também a animes como Serial Experiments Lain.

O problema é que, para quem não está acostumado com essa linguagem visual, qualquer coisa que fuja do "normal" pode parecer ameaçadora. As luzes vermelhas, por exemplo, são um recurso clássico para criar tensão e drama — mas também são associadas ao ocultismo em certos círculos. É aí que a linha entre arte e conspiração se torna tênue.

Comparações com outras polêmicas do K-Pop

Essa não é a primeira vez que o K-Pop é alvo de acusações bizarras. Quem não se lembra do caso do MV de "Kill This Love" do BLACKPINK, que foi acusado de ter mensagens subliminares? Ou então a polêmica envolvendo o MV de "Fantastic Baby" do BIGBANG, que alguns grupos religiosos chamaram de "blasfemo"?

O K-Pop sempre andou na corda bamba entre a inovação e a controvérsia. E, sinceramente, é isso que torna o gênero tão fascinante. Cada novo comeback é uma oportunidade para os artistas explorarem temas mais profundos — e para os fãs debaterem até onde vai a arte e onde começa a loucura.

O que os fãs estão dizendo?

Nas comunidades de fãs, a reação foi mista. Enquanto os Blinks (fãs do BLACKPINK) saíram em defesa da Lisa, outros grupos de fãs de K-Pop aproveitaram para zoar a situação. Teve até quem criasse um edit da performance com a música de fundo de Berserk, brincando que a Lisa estava "invocando o Griffith".

No Reddit, um usuário comentou: "Se isso é ritual demoníaco, então todo show do Rammstein é um culto satânico completo". Já no TikTok, os vídeos com a hashtag #LisaRitual acumulam milhões de visualizações, entre teorias da conspiração e memes.

No fim das contas, a polêmica só serviu para aumentar ainda mais a visibilidade da performance. Afinal, não existe publicidade melhor do que uma boa controvérsia — ainda mais quando ela é tão absurda que beira o cômico.

Com informações do: Koreaboo