Você já imaginou a expectativa em torno da estreia de um grupo formado por uma das maiores empresas de K-pop? Pois é, a HYBE, junto com a Geffen Records, finalmente apresentou ao mundo o SAINT SATINE — antes conhecido como PRELUDE — e o burburinho nas redes sociais foi imediato. Mas não foi exatamente o tipo de reação que a empresa esperava.

O debut ao vivo que gerou polêmica

O grupo, que agora conta com quatro integrantes — Emily, Lexie, Samara e a recém-adicionada Sakura — subiu ao palco pela primeira vez para performar a música PARTY b4 the PARTY. E, olha, a apresentação ao vivo não passou despercebida. Enquanto alguns fãs elogiaram a coragem e a energia do quarteto, uma parcela considerável do público não poupou críticas.

Os comentários negativos se concentraram, principalmente, na performance vocal e na sincronia da coreografia. Muitos espectadores apontaram que, para um grupo vindo de uma gigante como a HYBE (casa de nomes como BTS, NewJeans e LE SSERAFIM), a expectativa era de um nível técnico mais refinado desde o primeiro minuto.

O que esperar do SAINT SATINE?

A estreia oficial ainda está por vir, e sabemos que o caminho de um grupo rookie é cheio de altos e baixos. A pressão em cima do SAINT SATINE é enorme, afinal, elas carregam o selo HYBE x Geffen, uma parceria que promete unir o melhor do K-pop com o mercado global. Será que essa reação inicial vai moldar a estratégia do grupo? Ou será que, como muitos grupos antes delas, elas vão dar a volta por cima e calar os críticos com os próximos lançamentos?

Nós, fãs de K-pop, sabemos que uma estreia nem sempre define o futuro de um grupo. Quantos artistas não começaram com apresentações instáveis e hoje são gigantes? A verdade é que o SAINT SATINE tem potencial, mas terá que trabalhar duro para conquistar o coração do público que, como sempre, é o juiz mais implacável.

O peso do nome HYBE e a reação dos fãs

É impossível ignorar o elefante na sala: o nome HYBE carrega um peso imenso. Quando você é a empresa que trouxe ao mundo fenômenos como BTS e NewJeans, qualquer passo em falso é amplificado. E, convenhamos, a reação ao SAINT SATINE foi brutal. Nos fóruns e no Twitter (sim, ainda chamo assim), os comentários foram desde críticas construtivas até ataques diretos. Teve gente comparando a performance a um show de talentos do ensino médio e outros defendendo que é cedo demais para julgar.

Mas o que me chamou a atenção foi a diferença de expectativa. Quando um grupo de uma empresa menor estreia com uma performance mediana, a galera tende a dar um desconto, torcer pelo crescimento. Já com o SAINT SATINE, a régua estava lá no alto desde o anúncio. E isso é um reflexo direto do sucesso dos grupos前辈 (sunbae, ou grupos前辈) da HYBE. A pergunta que fica é: será que a empresa preparou bem essas meninas para o escrutínio público?

Coreografia e vocal: onde a corda arrebentou

Vamos aos detalhes técnicos que os fãs mais atentos notaram. A coreografia de PARTY b4 the PARTY foi descrita por muitos como confusa e sem sincronia. Em um gênero onde a precisão dos movimentos é quase uma obsessão — vide grupos como LE SSERAFIM e ITZY —, qualquer deslize é notado. Além disso, a parte vocal ao vivo deixou a desejar. Alguns espectadores mencionaram que o lip-sync estava desconectado da música, enquanto outros apontaram desafinação nos momentos mais agudos.

É claro que isso pode ser atribuído ao nervosismo da primeira vez. Afinal, subir num palco com câmeras te filmando de todos os ângulos e milhares de olhos te julgando não é fácil. Mas, para um grupo que representa uma joint venture bilionária entre HYBE e Geffen, o mínimo esperado era uma apresentação que não virasse piada nos timelines.

O fator Sakura e a dinâmica do grupo

Um ponto que gerou bastante discussão foi a inclusão de Sakura como a quarta integrante. Diferente das outras três — Emily, Lexie e Samara —, Sakura foi adicionada após o grupo já ter sido anunciado como PRELUDE. Isso levantou suspeitas de que a química do grupo ainda não estava totalmente consolidada. Em apresentações de grupos femininos, a conexão entre as integrantes é essencial para a performance, e muitos sentiram que faltou aquela energia coletiva que vemos em grupos mais experientes.

Será que a HYBE apressou a estreia para não perder o timing do mercado? Ou será que essa é apenas uma fase de ajustes? O tempo dirá. O que sabemos é que o SAINT SATINE tem um caminho árduo pela frente para provar que merece o hype — e o investimento.

Com informações do: Koreaboo