Você já reparou como o público trata conquistas de ídolos masculinos e femininos de forma completamente diferente? Pois é, um caso recente envolvendo Annie, do ALLDAYPROJECT, e Jeno, do NCT, acendeu uma discussão pesada sobre padrões duplos na indústria do entretenimento coreano.
O feito de Annie: formada em Columbia
Recentemente, foi anunciado que Annie se formou na Universidade Columbia, uma das instituições mais prestigiadas do mundo, integrante da Ivy League. Enquanto muitos parabenizaram a idol, uma parcela significativa das reações foi... digamos, ácida.
Comentários como “ela só conseguiu porque é chaebol” ou “dinheiro compra qualquer diploma” pipocaram nas redes sociais. A origem familiar abastada de Annie, que é filha de um empresário influente, virou alvo de críticas que minimizaram sua conquista acadêmica.
Jeno e o tratamento diametralmente oposto
Do outro lado, temos Jeno, do NCT, que também acumula feitos impressionantes — seja como embaixador de marcas de luxo ou em projetos solo. Quando ele alcança algo, a reação geral é de exaltação: “talento nato”, “merece tudo”, “orgulho do grupo”.
A diferença no tom das respostas escancara um problema: enquanto a mulher é julgada pelo contexto familiar ou pela aparência, o homem é celebrado pelo esforço individual. Por que será que uma mesma conquista gera reações tão opostas?
Annie | @anniesymoon/Instagram
NCT's Jeno | SM Entertainment
O peso do sobrenome: privilégio vs. mérito
Vamos ser sinceros: a família de Annie realmente tem grana. Seu pai é um nome conhecido no mundo dos negócios coreanos, e isso, inevitavelmente, abre portas. Mas será que isso anula o esforço de se formar em Columbia? Qualquer um que já tenha encarado uma faculdade sabe que, por mais que o dinheiro ajude a pagar a mensalidade, ele não passa a prova no seu lugar. A menina estudou, ralou e colou grau — e ponto.
Já com Jeno, a narrativa é outra. Quando ele é escolhido como embaixador da Prada, ninguém questiona se foi por causa do talento ou do peso da SM Entertainment por trás. A galera simplesmente vibra e compartilha o achievement como se fosse dele, só dele. É como se o homem fosse um herói solitário, enquanto a mulher carrega o fardo de ser vista como produto do sistema.
O que isso diz sobre o fandom e a sociedade?
Essa diferença no tratamento não é só sobre Annie e Jeno — é um reflexo de como a sociedade enxerga mulheres bem-sucedidas em qualquer área. No K-pop, onde a imagem é tudo, as idols femininas são colocadas sob uma lupa implacável. Cada passo é analisado, cada conquista é desconfiada. Já os homens ganham um passe mais largo, sendo celebrados como exemplos de superação.
Nos comentários dos posts sobre Annie, li coisas do tipo: "Ela só entrou porque o pai doou um prédio". Sério? Isso é desrespeitoso com a trajetória dela. Enquanto isso, Jeno é tratado como o garoto de ouro que "merece o mundo". A hipocrisia é tão gritante que chega a doer.
Nós, como fãs, precisamos parar e refletir: será que estamos reproduzindo esses preconceitos sem perceber? Apoiar um idol não significa diminuir outro. E, no fim das contas, tanto Annie quanto Jeno estão aí, brilhando — um com diploma da Ivy League, outro com contratos de luxo. Quem sai perdendo com essa rivalidade forçada somos nós, que deixamos de celebrar conquistas genuínas por puro clubismo.
Com informações do: Koreaboo





