Você já imaginou seus ídolos favoritos tendo dificuldade para lotar shows nos Estados Unidos? Pois é, parece que o aespa, um dos grupos mais hypados do K-pop, está passando por uma situação um tanto quanto constrangedora. Uma série de prints das vendas de ingressos para a turnê americana do grupo está circulando nas redes sociais, e não exatamente pelos melhores motivos. Vamos entender o que está rolando?

O que aconteceu com as vendas do aespa?

Recentemente, o aespa anunciou as datas da turnê mundial, que inclui várias paradas nos Estados Unidos. A expectativa era alta, afinal, o grupo é conhecido por hits como “Next Level” e “Savage”. No entanto, quando os ingressos foram colocados à venda, a realidade pareceu bem diferente do esperado. Um tweet em particular viralizou, mostrando que muitos shows ainda têm uma quantidade enorme de assentos disponíveis, o que gerou uma onda de críticas e, infelizmente, ridicularização por parte de alguns fãs e haters.

Por que isso está gerando tanta polêmica?

No mundo do K-pop, a capacidade de lotar estádios e arenas é quase um termômetro do sucesso e da popularidade global de um grupo. Ver um grupo do porte do aespa, que é da SM Entertainment (a mesma gigante por trás de grupos como EXO e NCT), com vendas lentas é, no mínimo, inesperado. Muitos fãs estão se perguntando se o problema é a estratégia de divulgação, o preço dos ingressos, ou se o grupo ainda não conseguiu solidificar uma base de fãs tão forte nos EUA quanto no resto do mundo.

É claro que a situação gerou memes e comentários ácidos. Mas, como fãs, sabemos que o cenário pode mudar rápido. Afinal, vendas de ingressos podem ser influenciadas por vários fatores, como o dia da semana, a data do show, ou até mesmo a falta de uma divulgação mais local. O que importa é que o aespa continua sendo um grupo talentoso e com uma proposta visual e musical única.

E você, o que acha disso? Acha que a turnê vai se recuperar ou isso é um sinal de alerta para o grupo? A discussão está só começando.

O papel da SM Entertainment e a estratégia de turnê

Não dá pra ignorar o elefante na sala: a SM Entertainment tem um histórico de turnês americanas que, digamos, nem sempre são um mar de rosas. Enquanto grupos como NCT 127 e EXO conseguiram construir uma base sólida por lá, o aespa parece estar enfrentando uma curva de aprendizado. A escolha das cidades e dos locais pode ter sido um tiro no pé. Será que arenas com capacidade para 10 mil pessoas eram realistas para um grupo que, apesar do hype online, ainda está consolidando seu público presencial nos EUA? Muitos fãs apontam que a falta de uma turnê de aquecimento em casas menores, algo que grupos como Stray Kids e ATEEZ fizeram, pode ter contribuído para essa impressão de vendas fracas.

O fator “fandom vs. público geral”

Outro ponto que merece uma reflexão é a diferença entre ter um fandom dedicado online e ter um público que realmente compra ingressos. O aespa é um fenômeno nas redes sociais, com streams altíssimos e um engajamento de tirar o chapéu. Mas, na hora de encher uma arena em Chicago ou Newark, a história pode ser outra. O grupo tem um conceito futurista e metaverso que, embora seja inovador, pode não ter o mesmo apelo emocional que grupos com uma pegada mais “orgânica” ou com reality shows que aproximam os fãs. É a velha história: views no YouTube não pagam o cachê do show, mas os ingressos vendidos, sim.

Além disso, o preço dos ingressos é um fator crucial. Com a economia apertada, especialmente para o público mais jovem que é a base do K-pop, gastar centenas de dólares em um show precisa ser uma decisão muito bem pensada. Se o valor não for condizente com a percepção de valor do fã, a venda sofre. E, convenhamos, a SM não é conhecida por ter os preços mais amigáveis do mercado.

O que isso significa para o futuro do grupo?

É cedo para decretar o fim do aespa nos EUA, longe disso. O grupo tem talento de sobra e uma discografia que, aos poucos, vai conquistando espaço. O que essa situação mostra é que, no K-pop, hype não é tudo. É preciso estratégia, paciência e, acima de tudo, uma conexão real com o público local. Talvez essa seja aquele “balde de água fria” que todo grupo precisa para recalcular a rota. Se a SM Entertainment souber ouvir os sinais e ajustar a turnê — com promoções de última hora, meet & greets ou até mesmo mudanças de local —, o aespa pode muito bem dar a volta por cima. Afinal, no K-pop, histórias de superação são tão comuns quanto lançamentos de comeback.

Com informações do: Koreaboo