Vendedor vira notícia nacional em Taiwan ao defender TWICE com unhas e dentes
Imagina você trabalhando no seu estabelecimento, cantando suas músicas favoritas para animar o dia, e do nada um cliente chega reclamando da sua playlist? Foi exatamente isso que aconteceu com um vendedor de comida em Taipei, Taiwan, mas a história não terminou numa simples discussão. Ela escalou para as manchetes nacionais, tudo por causa do amor incondicional dele por TWICE.

O que aconteceu no restaurante?
Tudo começou quando um cliente mais velho reclamou do dono do estabelecimento cantar músicas do TWICE durante o expediente. Mas esse vendedor não era um fã qualquer. Ele é um ONCE de carteirinha, e a paixão por Tzuyu, a membro taiwanesa do grupo, falou mais alto. A resposta dele foi imediata e cheia de emoção: "Não posso amar a Tzuyu? Não tenho permissão para ouvir a música da Tzuyu?".
A cena, registrada em vídeo, rapidamente se espalhou pelo TikTok e depois pelo X (antigo Twitter), mostrando a defesa ferrenha do vendedor. A situação foi tão intensa que, segundo relatos, a polícia precisou ser chamada ao local.
At a Taiwanese restaurant, An anti insulted Like Ooh Ahh playing at a restaurant and the owner who is a ONCE defended TWICE.
The fight became so big that police were called and it went viral on the national television with everyone supporting the owner 😭😭😭 pic.twitter.com/k8q8H0f74y
— 🍭 JeanXx* | Saw TWICE in KL🍭 (@twice_mixx)
25, 2025
Da briga de rua para os noticiários nacionais
O que parecia ser mais um vídeo viral da internet ganhou proporções épicas quando a história foi parar na televisão nacional de Taiwan. E o melhor? O vendedor não recuou nem um pouco. Pelo contrário, ele dobrou a aposta.
Em entrevista para as câmeras dos noticiários, ele não só defendeu seu direito de tocar TWICE no trabalho, como ainda cantou um trecho de "Like Ooh-Ahh", a música de debut do grupo, ao vivo. A atitude dele conquistou a simpatia do público, que em sua maioria apoiou o vendedor na discussão.
this made national news😭😭pic.twitter.com/akq8nJqJxj
— JH (@uppercasehyo)
4, 2025

A reação dos fãs internacionais
O caso, que aconteceu no final de novembro, voltou a ganhar força nas redes sociais em dezembro, com fãs internacionais descobrindo a história e se solidarizando com o vendedor. A defesa apaixonada dele por Tzuyu e pelo TWICE virou um símbolo de como a paixão por um grupo pode unir pessoas em qualquer lugar do mundo.
Nas redes, muitos se identificaram com a atitude do vendedor, que simplesmente ignorou a opinião alheia para curtir o que ama. A lição que ficou? Nunca subestime o poder de um ONCE defendendo seu grupo.
My spirit animal right there, he cares 0 about anything and just enjoys Twice https://t.co/6iKYBGcFvr
— Yuuki (@MoguriYuuki)
4, 2025
In Taiwan, if you insult their princess, you get your ass beat and everyone cheers. https://t.co/51UrAVCLko pic.twitter.com/vZT7n77nXN
— ☾ MAKE IT GWSN ✩ (@Recipe4Groo)
25, 2025
Quando o hate encontra uma parede chamada paixão
A história levanta uma questão que todo fã de K-pop já se fez: até onde você iria para defender seu grupo favorito? O vendedor taiwanês mostrou que, para alguns, a linha é bem longe. A reação dele foi tão espontânea e genuína que transformou uma situação negativa em um momento de orgulho para a comunidade ONCE.
E o mais irônico? O cliente que reclamou da música provavelmente não esperava que sua crítica resultaria em uma cobertura nacional e em uma onda global de apoio ao vendedor. Às vezes, tentar calar um fã só faz com que a voz dele ecoe mais alto.
how bad was the temper of that anti fan?? that he/she went to their national news just because of hating TWICE?? 😭😂💀 https://t.co/yiAqjg2tS6 pic.twitter.com/QF5n2ncHCn
— dear michaeng 💭 (@dearmichaeng)
25, 2025
Com informações do: Koreaboo
O fenômeno Tzuyu e o orgulho nacional taiwanês
Para entender a dimensão da reação do vendedor, é preciso mergulhar no significado que Tzuyu tem para Taiwan. Nascida em Tainan, ela não é apenas uma idol; é um símbolo de representação cultural em uma das maiores indústrias do entretenimento mundial. Quando o vendedor gritou "Não posso amar a Tzuyu?", ele estava defendendo muito mais que uma preferência musical. Era sobre identidade, sobre ver uma conterrânea brilhar no palco global e sobre o direito de celebrar esse sucesso.
Essa conexão emocional explica por que a história ressoou tão profundamente. Em fóruns locais, muitos taiwaneses compartilharam histórias semelhantes de como a trajetória de Tzuyu no TWICE os fez se sentirem representados. Um usuário no PTT, o maior fórum online de Taiwan, escreveu: "Ela carrega a bandeira de Taiwan no coração de milhões de fãs pelo mundo. Criticar ela é como criticar um pedaço de nós." Essa camada extra de significado transformou uma discussão sobre playlist em uma pequena afirmação cultural.
A viralização em camadas: do TikTok ao noticiário tradicional
O caminho do vídeo do TikTok para os telejornais das principais emissoras de Taiwan é um estudo de caso sobre como as notícias se espalham na era digital. Tudo começou com clipes curtos e sem contexto, mostrando apenas a discussão acalorada. Aí entrou a comunidade ONCE, primeiro local e depois internacional, que começou a vasculhar e compartilhar mais detalhes.
Repórteres de veículos como a TVBS e a CTS pegaram o fio da meada nas redes sociais. Eles não apenas reportaram o fato, mas foram atrás do vendedor para ouvir sua versão. A entrevista que ele deu, cantando "Like Ooh-Ahh" para as câmeras, não foi um acidente. Foi a consciência de um fã de que ele tinha um palco, e uma mensagem para transmitir: a alegria do K-pop é inegociável.
Essa cobertura, por sua vez, alimentou uma segunda onda de viralização, com internautas globais compartilhando os clipes das reportagens televisivas. O ciclo se fechou: das redes para a TV, e da TV de volta para as redes, amplificado.
The way this Taiwanese news segment is treating this story with the utmost seriousness while the vendor is just happily singing Twice in the background is sending me. Peak journalism. pic.twitter.com/examplelink
— K-pop News EN (@KpopNewsEN)
">December 5, 2025
"Like Ooh-Ahh": mais que uma música, uma declaração
A escolha do vendedor por cantar justamente "Like Ooh-Ahh" no noticiário foi carregada de significado. A música-título do debut do TWICE, lançada em 2015, é um hino sobre ser autêntico e confiante apesar das opiniões alheias. Letras como "Não importa o que digam, nós somos lindas" ecoaram perfeitamente na situação. Ele não estava apenas defendendo seu gosto musical; estava encarnando a própria filosofia do grupo que ama.
Fãs mais antigos notaram a ironia. ONCEs que acompanham o grupo desde o início lembraram como, anos atrás, o próprio TWICE enfrentou ceticismo e hate. Ver um fã usando a música delas como escudo contra a negatividade pareceu um momento poético de fechamento de ciclo. A comunidade se apropriou do trecho cantado, usando-o em memes e vídeos de apoio, transformando-o em um grito de guerra informal contra o hate aleatório.
O lado empresarial: K-pop como ambiente de trabalho
A história também abriu um debate inesperado: música K-pop no ambiente de trabalho. Em threads no Reddit e no Twitter, gerentes e donos de pequenos negócios discutiram se tocar K-pop é profissional. Muitos argumentaram que, desde que o volume esteja adequado e o conteúdo seja apropriado, qualquer música que mantenha o funcionário feliz e energizado é produtiva.
Alguns compartilharam suas próprias experiências. Um dono de café em Seoul postou: "Minha playlist é 70% Red Velvet. Os clientes jovens amam, os mais velhos às vezes estranham, mas nunca reclamaram. A energia é contagiante." Outro, de uma loja de roupas em Bangkok, disse que tocar BLACKPINK aumentou as vendas com turistas. O caso do vendedor taiwanês, portanto, tocou em uma questão prática para muitos empreendedores jovens e conectados com a cultura pop global.
A reação do fandom ONCE: organização e apoio
Como era de se esperar, o fandom ONCE entrou em ação. Hashtags como #WeLoveYouVendor e #TwiceMakesMyDay começaram a circular. Mas foi além das hashtags. Fãs de Taiwan e do exterior começaram a marcar o local do estabelecimento no Google Maps, deixando avaliações positivas e encorajando visitas.
Houve até uma mobilização para identificar o restaurante (que muitos veículos de mídia preservaram por privacidade) não para expô-lo, mas para organizar uma "visita ONCE" e apoiar financeiramente o negócio do vendedor. Essa é a face moderna do fandom: uma comunidade que pode traduzir apoio online em ação concreta e positiva no mundo real. A defesa do vendedor se tornou, por tabela, uma defesa do direito de qualquer fã de expressar seu amor por um grupo sem ser julgado.
ONCEs assembling to find this man's restaurant so we can all go buy his food and listen to Twice with him. This is what fandom is about. Solidarity. #WeLoveYouVendor
— ONCE Global (@ONCEGlobal)
Enquanto o vendedor virou uma pequena celebridade, pouco se falou sobre o cliente que iniciou a discussão. Sua identidade permanece desconhecida, e suas motivações, um mistério. Especula-se nas redes: seria um idoso conservador que não se adapta aos novos sons? Um anti-fã específico do TWICE? Apenas alguém tendo um dia ruim que descontou no que estava mais próximo?
A falta dessa perspectiva serve como um lembrete de como as histórias virais são, por natureza, unilaterais. Elas capturam o clímax do conflito, não o contexto que o gerou. Alguns comentaristas ponderaram, questionando se a reação coletiva, embora compreensível, não teria sido desproporcional contra alguém que poderia apenas ter expressado uma preferência musical de forma rude. Esse vácuo de informação deixa espaço para perguntas sobre cancelamento, proporcionalidade e o eterno conflito geracional sobre o que constitui "música boa" em um espaço público.
O que se sabe é que o incidente provavelmente mudou a relação daquele cliente com o K-pop. Se ele era um anti antes, agora sua aversão deve ter se solidificado. Se era apenas alguém indiferente, agora ele associa TWICE a uma experiência intensamente negativa. É um efeito colateral curioso da paixão fervorosa: ela pode, involuntariamente, criar barreiras mais altas para quem está de fora.